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De Vargas a Lula: mudanças e transformações
10/04/2010 13:31

As transformações sociais, econômicas, políticas e culturais no período da “Era Lula” estão sendo tão rápidas e abrangentes que o pensamento sociológico e político brasileiro ainda não teve tempo hábil de refletir e analisar a dimensão destes avanços. Nem tirar as decorrências e projeções consistentes para desenhar o futuro.

Não é mera coincidência que os respeitados professores e intelectuais orgânicos de esquerda, Emir Sader e Marco Aurélio Garcia, no livro publicado recentemente “Brasil entre o Passado e o Futuro”, identifiquem pautas comuns no ensaio chamado “Brasil, de Getúlio a Lula”. Apontando elementos fundantes e similares destes momentos históricos, para sustentar o processo de superação do nosso modelo periférico e dependente no cenário mundial rumo a um projeto de Nação de novo tipo.
O momento atual de mudanças e transformações é diferenciado e resgata o enorme potencial do nosso país. Guardando as proporções históricas e de período, ele revela semelhanças com os anos 30, quando o país passou por enormes transformações. Mesmo que no seu desenrolar tenha revelado fortes elementos de continuidade e ruptura, mas que de qualquer maneira, mudaram a fisionomia do Brasil.
Foi na era Vargas que aquele país rural tornou-se urbano; aquele agrícola virou industrializado; aquele voltado ao exterior voltou-se sobre si; aquele Estado restrito às elites oligárquicas ousou pensar um Estado nacional com protagonismo popular. De lá até Lula transcorrerem décadas progressivas e regressivas, algumas com grandes contradições.
Inicialmente vivemos um período em que o Estado adotou, como norte de prioridade, o desenvolvimento econômico em bases nacionais e na consolidação dos direitos sociais e trabalhistas. Já em meados dos anos 50, o Estado voltou a distanciar-se deste caráter.
Nas décadas de 60 e 70 tivemos a ruptura democrática, com o golpe militar que combinava milagre econômico e repressão. Veio a redemocratização, tão importante, mas que não rompeu com as bases econômicas e sociais dos monopólios, alem, é claro, de ter patrocinando, mais uma vez, a velha e recorrente recomposição por cima das elites. Que usaram o colégio eleitoral para abrirem um período híbrido, de modo a conter os avanços populares e conduzir à chamada “democracia sem alma social”, sem desenvolvimento, com recordes negativos, principalmente como o país mais excludente e desigual em renda do mundo.
Foi no final do breve século XX, que autorizou-se o reino acrítico do caminho único, que FHC sentenciou: “Viramos a página do Getulismo” e implementou sua fracassada obra de estagnação, de falência e de submissão de nosso país. O grande “príncipe da sociologia” autor da “teoria da Dependência”, infelizmente também autorizava e implementava , a dependência sem nenhuma teoria, mandando esqueceram o que havia escrito.
Depois de duas décadas de ditadura e uma de neoliberalismo especulativo desregulado, descortinamos a primeira década do século XXI, no qual pela primeira vez, depois dos governos de Getúlio Vargas, dois mandatos consecutivos dirigidos por forças democráticas e populares, abrem um novo período de enormes mudanças e transformações no país. Que poderão significar, ou uma pequena janela em um largo período conservador e muitas vezes autoritário, se não o reelegermos; ou tornar-se uma relevante ponte de ruptura definitiva com o modelo herdado, caso vitorioso em outubro, na perspectiva de um projeto nacional justo, democrático e soberano.
Quem sabe estejamos retomando, no fim desta primeira década do terceiro milênio, em meio à maior crise do modelo neoliberal especulativo desregulado, a noção de que ainda é possível construir um Estado-Nação, em plena era da mundialização das relações em sociedade, sejam elas econômicas, sociais, culturais e políticas.
Fazendo este país retomar o crescimento, se desenvolver, gerar emprego, renda, com distribuição e incluir com base em uma nítida afirmação da recuperação das funções públicas de Estado e aprofundando a democracia.
É neste cenário que estamos frente a dois enormes desafios:
-reeleger o projeto nacional com uma mulher a sua frente pela primeira vez na história deste país, assim como elegemos um metalúrgico;
-retomar o caminho das vitórias no Rio Grande do Sul , para sintonizar o Estado gaúcho com o Brasil.

Autor: Adão Villavede
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