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Reflexão Política

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Artigo
A máscara e a essência, uma vertente para o fascismo
29/12/2015 10:33

O episódio de "jovens" cercando Chico Buarque e seus amigos, em plena rua, no Rio de Janeiro, para afrontá- los e jogar imagens nas redes para constrangê-los, não foi um fato isolado e espontâneo. Está virando uma triste e assustadora regra na sociedade brasileira. De modo geral, informou-se acerca do acontecimento: "Chico bate boca na rua e é insultado por defender o PT". Quer dizer que se for para insultar o PT vale agredir ? Não é necessário nenhum juízo crítico ao método?

Tirando a máscara e examinando a essência do ocorrido, não há nada de modernidade apontada, falaciosamente, como inovadoras formas de lutas da "nova geração". É só um surrado e inaceitável método fascista que parte da premissa de "constranger e insultar o interlocutor para que ele fique se explicando".

Ignora-se o cerne: o cidadão Chico Buarque é um patrimônio cultural do Brasil e do mundo, com mais de 70 anos e que, num momento de lazer com amigos, é suprimido de sua privacidade, passando a ser ofendido por um bando de provocadores. E isto merece um registro como fato normal. Nestes tempos ditos "modernos" foi eliminada a palavra indignação? Onde está a alardeada tolerância que muitos garantem que professam nas suas relações em sociedade? É apenas tática e seletiva?

Mais do que uma vertente para o fascismo, é a alma da intolerância, da violência e da agressão como forma de disputa política. A história registra o quanto estes métodos foram utilizados para chegar ao poder por nazismo, fascismo, franquismo, salazarismo...

Uma pergunta obrigatória: se o tema latente é a corrupção, porque continuam ao lado de Cunha? E os escândalos do metrô de São Paulo? Do aeroporto do Aécio Neves? E da privataria tucana?


Devemos repudiar e denunciar este hábito anti-democrático, dando as respostas sociais, políticas e jurídico-legais necessárias, fundamentalmente no âmbito do Estado Democrático de Direito Constitucional. Privilegiemos o argumento e o conteúdo, defendendo um grande legado das melhores tradições do Iluminismo e da Revolução Francesa mas, sobretudo, reafirmando: não ao fascismo e seus métodos, principalmente suas práticas terroristas!

Adão Villaverde é professor, engenheiro, deputado estadual (PT/RS)

Autor: Adão Villaverde
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