Home   Adão Villaverde Projetos e Leis Agenda de Atividades   Notícias Reflexão Política Outros Artigos Publicações Galeria de Fotos Galeria de Áudio Galeria de Vídeo   Links Indicados Boletim Eletrônico Contato
Boa Tarde! Quarta-feira, 25 de Abril de 2018 - 13:28:50  
Reflexão Política

Voltar
Artigo
Estado a que chegamos
12/04/2018 08:48

Com a prisão cruel de Lula, o mundo assistiu a um dos mais dramáticos episódios da História. Maior líder político do país pós redemocratização, reconhecido mundialmente por políticas inclusivas para os mais necessitados, hoje é preso político.
Vítima de perseguição implacável por parte de inimigos políticos e através de um “lawfare” nunca antes visto, padece de deploráveis métodos nazifascistas para calá-lo, humilhá-lo e apagar sua história generosa e humana.

Diziam que era mera retórica, quando registramos em livro que era “Golpe, Sim!”, vivíamos um terceiro turno sem urnas, de ataque aos direitos e conquistas e de entreguismo, caracterizado por uma aliança parlamentar-jurídico-midiático-empresarial. Nada como um dia após o outro. Engana-se quem pensa que um “Estado Totalitário Seletivo” pode ter seus limites de atrocidade interditados facilmente. Isto não começou com Lula e seguramente não terminará com ele.
Se parte da sociedade fica indiferente ou aplaude, o ilegalismo do juiz que condena sem provas, acelera julgamento em segunda instância e expede mandado de prisão antes de todos recursos esgotarem-se, evidencia-se que já vivemos sob a égide de uma farsa. Aquilo que a história mostrou na campanha antissemita nazista quando a prova para condenar consistia exatamente na evidência de não necessidade de prova.

A corrupção deve ser investigada e responsáveis punidos. Mas usar “lawfare” como forma de destruir reputação, não tem outra caracterização senão a pura violência fascista, que chegou ao limite na pressão do Comandante do Exército sobre o STF, que, numa democracia verdadeira, jamais poderia ser constrangido, nem por tanques, nem por palavras.
Democratas não podem aceitar tamanho ataque ao nosso Sistema Judicial. O momento é de contarmos com toda solidariedade ativa e democrática dos que entendem que é possível ainda resistir e retomar o Estado Democrático de Direito Constitucional. Para além das eleições, a liberdade de Lula deve se realizar nas ruas, nos parlamentos e nos fóruns internacionais. Se o Estado a que chegamos condena, a História absolverá.

Autor: Adão Villaverde
Veja outros artigos com o tema Artigo.
 
 
Gabinete do Deputado Estadual Adão Villaverde
Praça Marechal Deodoro nº 101 - Gab. 308 - Centro - Porto Alegre/RS - Cep 90010-300
Fone: (51) 3210.1913 - Fax: (51) 3210.1910
E-mail: villaverde@al.rs.gov.br / twitter.com/adaovillaverde