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Reflexão Política

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Artigo
Sonhos continuados e novas plataformas
01/10/2013 09:18

Em evento recente no Palácio Piratini, a Presidenta Dilma assinou novos contratos para construção de duas novas plataformas petrolíferas (P-75 e P-77), plataformas que serão feitas no Polo Naval de Rio Grande a exemplo das 3 já entregues e entrará em operação a P-55 , que somam R$ 8 bilhões já investidos e previsão de mais R$ 6 bilhões até 2015. Entretanto, não podemos tratar esta questão apenas pelo volume de investimentos.

Em sua fala, a presidenta Dilma esteve visivelmente emocionada, e não é menor este sentimento, ele significa uma “missão cumprida”. Ela mesmo relatou a tarefa recebida do ex-presidente Lula; “Tínhamos 2 mil trabalhadores da indústria e uma missão dada pelo Lula que era implantar a indústria naval de volta no Brasil. (…) E havia a opinião generalizada que não tínhamos capacidade de engenharia para os projetos, nem trabalhadores qualificados, nem empresas capazes e nem inteligência. Dez anos depois, estamos em outra realidade, que mostra que de fato era uma avaliação muito preconceituosa. (…) Era uma questão de crença no Brasil, que nossas empresas e trabalhadores, assim que tivessem oportunidade, iriam agarrar com as duas mãos”, afirmou ela.

Percebe-se aí a mudança de paradigma, foco em planejamento, gestão, projeto nacional e crença em seu povo. Esta mudança de visão, passados 10 anos é palpável, visível e inquestionável o acerto deste projeto político. Hoje a industria naval é uma realidade, emprega mais de 70 mil trabalhadores, em 2003 eram apenas 2 mil.
As plataformas petrolíferas que hoje são produzidas no Polo Naval de Rio Grande, incluindo aí o chamado “dique seco” do estaleiro, são frutos de uma mudança no paradigma político e de Gestão Pública do então Presidente Lula e continuado pela Presidenta Dilma. Estas plataformas durante anos foram construídas fora do Brasil, geravam emprego e desenvolvimento na Ásia e Europa, hoje, na lógica inversa, se engaja na pujança da antes empobrecida metade-sul”.

Para muito além do discurso, basta olhar a cidade de Rio Grande e a metade sul do Estado que crescem em ritmo acelerado, se desenvolvem, geram emprego e incluem. A região antes estagnada e deprimida de investimentos, hoje é destino da esperança e garantia de trabalho, ancoradouro de sonhos realizados. O RS é hoje beneficiário dos progressos econômicos e sociais do Governo Federal, como bem destaca o Governador Tarso Genro. O RS rompeu com o estado de letargia e de pessimismo que insistia em rondar o inconsciente coletivo, ultrapassou a barreira e acompanha o desenvolvimento no ritmo do Brasil.

Quase uma década de política continuada no desenvolvimento e com foco social, os resultados aí estão, estamos colhendo os frutos desta opção combinada. A revigoração da Industria Naval brasileira e a qualificação da mão de obra no setor, não se esgotam nas próximas plataformas. A excelência que alcançamos na industria naval, nos permite aspirar em pouco tempo a condição de exportador daquilo que antes não produzíamos. Está, portanto provada nossa capacidade local, nosso conhecimento, inteligência e a noção de soberania de um povo. O sucesso alcançado, o desenvolvimento visível e a capacidade demonstrada, é a melhor resposta aos céticos que duvidaram e desdenharam de nossa ousadia.


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*Artigo publicado no jornal eletrônico Sul21 em 27/09/2013
**Professor, engenheiro e deputado estadual PT/RS.


Autor: Adão Villaverde
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