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(DES)GOVERNO SARTORI
Estratégia de Sartori segue imobilizando o RS, diz Villaverde
02/08/2016 16:09

Em manifestação na tribuna, na tarde desta terça-feira (2), o deputado Adão Villaverde (PT) lamentou que, mais uma vez, o governo Sartori tenha decidido continuar pagando a conta gotas os salários dos servidores públicos culpando-os pela crise nas finanças do RS.

O parlamentar recordou que escreveu artigo, há um ano, em agosto de 2015, sobre o espetáculo circense protagonizado pelo chefe do Executivo ao convocar a imprensa para informar que depois de 11 dias de atraso, enfim, pagava os salários de julho. “Nada mais fazia que cumprir o artigo 35 da Constituição pagando quem tinha trabalhado”, disse o deputado.

“Portanto, em um ano, nada se alterou nesta estratégia de desestruturação das funções públi­cas de Estado, cujas metas são bem conhe­cidas: o arrocho, as privatizações e o au­mento de impostos”, destacou. “ Sartori prossegue com o mesmo discurso praticando medidas paliativas que não deram certo com Brito, Rigotto, Yeda e nem com ele agora”.

Villaverde assinalou que o governo angariou recursos neste período. Vendeu a folha de pagamento de pessoal para o Banrisul e ainda ganhou fôlego financeiro sem a cobrança da dívida da União até o final do ano. “E como sempre faz quando chega ao governo, o PMDB aumentou impostos, com apoio da base parlamentar que cai na cantilena do caos nas finanças, o que é uma grande conversa fiada, uma lorota”.
Para o deputado, Sartori seguiu com a naturalização das pedaladas dos parcelamentos e do atraso no pagamento salarial, culpando, portan­to, o servidor público pela sua inoperân­cia. Continuou sem investir em saúde, em educação e na segurança pública que, cada vez mais, preocupa todos os gaúchos pela sensação de medo e desamparo general­izado entre a população.

“O pior é que não existem projetos de de­senvolvimento para o Rio Grande e nem há expectativas de saídas a curto ou mé­dio prazo”, salientou. “É como se o governo estivesse envolvido por uma armação de fios, como uma grande teia imaginária de derrotis­mo, que a tradição gaúcha nunca imagi­nou”.

Autor: André Pereira
 
 
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