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Assembleia Legislativa
Diretora da Escola Técnica do Hospital de Clínicas busca apoio para impedir transferência
26/06/2018 10:48

Atendendo o pedido do deputado Adão Villaverde (PT), a Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia incluiu, no período de assuntos gerais da reunião desta terça-feira (26), o relato sobre a situação vivenciada pela Escola Técnica Estadual do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) ameaçada de ser retirada do local que ocupa há quase 30 anos.

Com 1200 alunos em três turnos, a escola forma técnicos na área da saúde e ainda atende crianças com longa internação no Clinicas.

Ao encaminhar a solicitação, o parlamentar justificou que é importante que os deputados tenham ciência do problema de transferência da escola, uma vez que o Hospital de Clinicas está solicitando o espaço para conclusão das obras de expansão do estabelecimento hospitalar, contrariando o projeto de construção original, como comprova até mesmo a maquete exposta no saguão do HCPA.

Ao fazer os encaminhamentos, após o relato da diretora da Escola Técnica, Rita Mônica Mombelli, Villaverde destacou que a necessidade de uma atuação conjunta das Comissões de Educação e de Saúde da Assembleia para agendar uma reunião na Casa Civil e buscar uma posição do governo do Estado.

Villaverde também apontou que é preciso envolver a bancada federal gaúcha para pressionar o Ministério da Educação, responsável pelo HCPA.

O relato

Rita Mombelli relatou que em novembro de 2017 a escola recebeu uma notificação para desocupar o prédio para que o terreno da área construída de 1600 metros fosse integrado às obras de ampliação do Hospital de Clínicas. “Nos surpreendemos com essa decisão. Afinal, quando nos mostraram a maquete do projeto, a escola permanecia ali. Não havia intenção de nos tirar”, disse.

A partir da notificação no final de 2017, Rita iniciou uma série de tentativas de comunicação com representantes da Seduc e do hospital. “Conseguimos a primeira reunião apenas seis meses depois, no dia 21 de maio de 2018.” Recebida pela diretora-presidente do HCPA, Nadine Clausell, Rita conta ter tentado apresentar outras possibilidades de uso de terrenos próximos para que a escola pudesse permanecer onde está. “Mas ela foi irredutível, disse que outro terreno estava fora de questão”. Ela deixou a reunião com a promessa de que a EPS seria realocada em um espaço qualificado para recebê-los. O hospital usaria o terreno da escola para ampliar uma das ruas já asfaltadas, construída entre a escola e seu antigo estacionamento, que liga a rua São Manuel ao complexo hospitalar. Assim, não haveria possibilidade de expandir a passagem para o lado do estacionamento, necessitando demolir uma parte da escola.

Dois dias depois, a diretora se reuniu com representante da Superintendência da Educação Profissional do Estado (Suepro), que também reafirmou que a escola seria transferida para um espaço apropriado. “Saí entristecida, mas de certa forma reconfortada.”

No dia 11 de junho, uma nova reunião foi convocada. Dessa vez, com a participação da Divisão de Projetos de Arquitetura (DPA) da Secretaria de Obras, Saneamento e Habitação e com a vice-diretora do Colégio Estadual Júlio de Castilho. Ali, Rita foi informada de que a EPS ocuparia o 3º andar do outro colégio após uma reforma das salas. Diversos problemas passaram a ser apontados tanto por Rita quanto pela vice-diretora, argumentando que a estrutura não seria suficiente. “Primeiro que precisamos de laboratórios para os alunos, e as próprias regras do PPCI (Plano de Prevenção e Proteção contra incêndios) delimitam que eles têm que estar no térreo. Fora isso, ficaríamos confinados num espaço de apenas seis ou sete salas de aula. É impossível fazer essa troca”.

Sem conseguir se reunir com a Seduc para tratar do assunto, a comunidade escolar decidiu organizar um ato para pressionar a secretaria. “Esperávamos que a Seduc nos defendesse, já que não houve a assinatura de um novo protocolo de intenção ou a revogação do antigo”, aponta a diretora.

No último dia 19 de junho, a comunidade escolar saiu em caminhada da escola até a Secretaria, porém, foram recebidos com portões fechados. Após algum tempo em frente ao prédio, foram liberados para entrar até o limite do pátio. “A gente não acreditava, simplesmente não queriam nos receber.”

 
 
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